EBA agora podemos comer milho alienigena =D
SÃO PAULO (Reuters) - A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou nesta quarta-feira a liberação comercial do milho transgênico Liberty Link, da multinacional Bayer .A aprovação é a primeira no Brasil para uma variedade geneticamente modificada de milho.
O presidente do CTNBio, Walter Colli (à direita), e o coordenador geral da comissão, Jairon Nascimento, durante reunião para discutir o uso do milho transgenico, na tarde desta quarta-feira, em Brasilia (DF)
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ALIMENTOS TRANSGÊNICOS O produto, resistente ao herbicida glufosinato de amônio, é uma aposta de boa parte do setor produtivo para ganhos de produtividade e redução de custos de produção.A liberação precisa agora ser confirmada pelo Conselho Nacional de Biossegurança, composto por vários ministros, que analisa a questão sob o ponto de vista sócio-político.Os ministros do CNBS terão um prazo de 60 dias para confirmar a liberação do milho.A assessoria da CTNBio não informou em quanto tempo essa variedade de milho poderia ser utilizada nos campos brasileiros, após uma eventual aprovação do CNBS.A decisão da comissão sobre o milho geneticamente modificado se deu por 17 votos favoráveis, quatro contra e um pedido de diligência.No início do ano, uma Medida Provisória aprovada pelo Congresso reduziu de dois terços para maioria absoluta o número de votos necessários para aprovações na CTNBio.Os votos contrários foram dos representantes dos ministérios do Meio Ambiente, Desenvolvimento Agrário, Secretaria Especial de Agricultura e Pesca, além do representante da sociedade civil para meio ambiente.A aprovação do milho ocorreu quase dez anos após a Bayer ter protocolado o pedido de liberação comercial, em 1998.Os integrantes da CTNBio também determinaram um plano de monitoramento do plantio dessa variedade, para verificar, por exemplo, se o produto teria algum efeito nos microorganismos presentes no solo.A definição favorável ao produto transgênico se deu depois de muita polêmica e discussão. Em uma reunião anterior, representantes de organizações ambientalistas chegaram a invadir o plenário da CTNBio, evitando que o processo fosse votado.Para o Greenpeace, "a decisão da CTNBio pela liberação de uma semente transgênica sem uma regulamentação prévia dos processos e documentação necessários para garantir a biossegurança do país demonstra o descaso do governo federal com a saúde, meio ambiente e agricultura brasileiros".Segundo a CTNBio, todos os procedimentos necessários para a liberação do produto foram seguidos.Atualmente, estão liberados para plantio comercial no Brasil uma variedade de soja e outra de algodão transgênicos.
quinta-feira, 17 de maio de 2007
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